sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Não me parece uma boa ideia

Nessa semana, conto os dias. Foram só 3 vezes... e eu controlei. Eu sei hoje, que não vou querer morrer tão cedo.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Anjo

Como a Molly morre
Se renasce um novo espírito
Renasce-se
Renasce-se...

Josephine algum dia fui eu, Molly não passa de alegoria. Meu nome eu não sei...

Fique em silêncio, talvez você me veja na filosofia.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Fuga!

Sentia que todos me odiavam, com seus olhos prateados, me observavam. Medo.

Risos. Tais.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Carvalho

O escuro, confuso, noite clara. Um corredor que parece um pântano, aquela sala com aranhas, aquela sala que parece o sonho da salvação. Henrique, um bebê, e eu, acompanhados pela felicidade em cores claras (naquela sala), talvez o som de sapos. Japoneses, com kero kero, ou ingleses, com croak croak? Sonho estranho.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Iluminadas


Era noite, daquelas noites tão escuras que parecia não haver lua ou estrelas. Numa festa na casa branca na esquina, a festa era na verdade no quintal. Saí para ir a farmácia que havia na outra esquina, a rua era negra, a única luz vinha de dentro da farmácia e da janela da casa.
Na saída da farmácia vi a Mayara passando com um rapaz. Encontro. Quando alcancei a porta, a Tais passava com um homem com o formato de um barril magro, com o cabelo branco e baixo comparado a ela. Saí olhando pra trás e rindo silenciosamente da visão; ela nem pareceu ter me notado.
Voltei pra festa. Entrei na sala de estar, a sparedes pareciam de gesso, e na parede da frente da casa, próximo a janela, haviam vários riscos, como cortes causados por pessoas em si mesmas para sofrer _ ou evitar o sofrimento.
Fiquei olhando assustada para aquilo, em bora fosse algo bobo, eu senti medo como se fosse sobrenatural. E aos poucos, todos os que foram entrando atrás de mim, e olhavam pra cena, sentiam o mesmo, ao invés de alguém perguntar _quem riscou a parede? _vai ter que pagar!
Mayara chegou, Taís e Amanda atrás, sorri e perguntei como fora o encontro com o rapaz, me respondeu algo, e as pessoas foram perdendo o interesse na parede. Amanda e Taís saíram pro quintal também, apenas Mayara e eu estando ali, e Mayara então viu os riscos e começou a me questionar.
De repente os sons da festa sumiram, foi um silêncio barulhento, ouvíamos nossas respirações e os passos de uma mulher entrando na sala. Ficamos olhando ela caminhando em nossa direção, a mulher que parecia ter uns 40 anos, vestido e chinelos vermelhor, cabelo curto e castanho, um olhar fosco e catatônico. Parou do nosso lado, e quando olhou pra parede riscada, algo como um fantasma, sua alma talvez, tentou sair de dentro dela, era roxa e saiu de seu corpo apenas da cintura para cima, fazendo uma curva de 180 graus, dando um berro que nos deixou realmente mais apavoradas. Quando a coisa voltou para o corpo, a mulher se virou e saiu da sala do mesmo jeito que entrou, com os olhos sem foco e os chinelos arrastando, os sons da festa voltaram, e Mayara e eu decidimos que havia algo errado.
Demos o braço uma a outra, e eu disse que deveríamos achar as meninas. Mayara disse que Tais ainda não havia voltado, e retruquei falando que ela estava conosco a uns minutos, ao lado de Amanda. Mayara disse que não, e uma mulher entrou na sala rindo, notei que era uma das que estavam olhando a parede, e perguntei se tinha visto a Tais com a Amanda ali. Ela negou. O horror surgiu no meu rosto, Mayara exclamou _meu deus! e saímos na rua.
Perguntamos pra alguém onde estava a Amanda, e nos apontram para a rua, para um lugar negro em que não se viam nem mosquitos ou vagalumes, não se sabia se era uma rua, um mato, uma fossa, apenas apontaram e disseram que Amanda foi sozinha como se estivesse acompanhada. Era uma noite escura, daquelas em que não há luz de lua.
FIM